quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

"Casamento" entre Pessoas do mesmo Sexo

Braga foi, durante muito tempo, considerada a Roma Portuguesa. A avaliar pelas opções eleitorais dos últimos tempos, já o não é. A opção socialista, arrasta consigo, queiramos ou não, outro tipo de opções, como, por exemplo, a laicidade. Traz, também, novos conceitos de uniões entre pessoas, na tentativa do apagamento dessa célula primordial da sociedade, que é a Família.
Vem isto a propósito da actual discussão sobre o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Não falta quem, escrevendo nos media, se posicione num ou noutro lado da barricada. Quanto a nós, como Nacionalistas e Municipalistas que somos, a nossa posição é clara e afirmámo-la aqui, sem tergiversar: somos a favor da Família e defendemos o casamento heterossexual, monogâmico e não incestuoso, por entender que é a fórmula que melhor defende a Sociedade.
Temos esperança que os partidos com assento na Assembleia da República com posições semelhantes às nossas tenham a suficiente firmeza de não pactuarem com este (des)governo, recusando apoiá-lo noutras áreas do seu programa, caso se persista em que esta vá avante.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

António Sardinha e o Municipalismo

Mais adiante, no explanar dessa « Teoria », o doutrinador de Monforte irá socorrer-se das palavras de outro grande teórico do Liberalismo, também ele em fase de desilusão com o rumo centralizador, copiado da legislação francesa, que levava o governo da " res publica ",com o seu beneplácito aliás, do que agora fazia arrependimento público, e a quem chama ' o grande avô do nacionalismo português ' : em 1854, em discurso proferido na Câmara dos Pares, o visconde de Almeida Garrett, sustentava a ideia de que a Nação portuguesa se cimentara sobre a pedra de toque que, desde os seus primórdios, é o Concelho " - ... e é que o povo é quem a si mesmo se administra por magistrados eleitos e delegados seus ", todo o oposto do princípio advogado por aquela, de que " o direito de administrar pertence à autoridade central, e que os povos, quando muito, só podem ser ouvidos e consultados sobre as suas necessidades, desejos e contribuições "

domingo, 1 de Novembro de 2009

António Sardinha e o Municipalismo ( 1 )

Num ensaio que intitulou de « Teoria do Município », António Sardinha, depois de evocar o Municipalismo de Alexandre Herculano - " O estudo do Município, nas origens dele, nas suas modificações como elemento político, deve ter para a geração actual subido valor histórico, quando a experiência tiver demonstrado a necessidade de restaurar esse esquecido mas indispensável elemento de toda a boa organização social " - , e de asseverar que a concepção de sociedade que viria, pelo contrário, a triunfar " gerou, como não podia deixar de gerar, o cesarismo - e com ele o absolutismo mascarado de centralização ", ' convoca ' os depoimentos de pensadores tais como Savigny ( " Se se analisam e decompõem os elementos orgânicos dum Estado, encontraremos em toda a parte o município " ), Tocqueville ( " É a primeira escola onde o cidadão deve aprender os seus deveres políticos e sociais " ), Royer-Collard ( " O município, tal como a família,existiu antes do Estado. Não foi a lei política que o constituiu, porque foi achá-lo já formado " ) ou Cânovas del Castillo - fundador do Partido Liberal Conservador de Espanha - ( " Um pueblo que no tiene liberdades locales, carece de hogar " ).

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

« A descentralização é a condição impreterível da administração do país pelo país »

" ...a redução dos grandes círculos a círculos de eleição singular, que um dia possam servir à restauração da vida municipal, da expressão verdadeira da vida pública do país, e de garantia da descentralização administrativa, como a descentralização administrativa é a garantia da liberdade real."

Alexandre Herculano

Alexandre Herculano: um Municipalista

" Defendeu acesamente o municipalismo, que via como a solução político-administrativa mais adequada ao país e aos seus ideais. "

in Dicionário Triplov de Autores

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Dizem-me que em todos os lados a falta de vergonha é a mesma,

seja qual for o " Rotativo " na Presidência da Câmara. Mas desta politiquice tenho conhecimento directo, o que me permite falar dela.
Aqui, as freguesias que optaram por um outro partido que não o instalado na sede do Município têm a vida dificultada. Foi assim no passado. Filhos de um deus menor. Por exemplo, quando o piso da estrada municipal é renovado, as máquinas param quando chegam à " fronteira ". E todos têm de pagar as mesmas taxas. Imoral? Claro, mas como disse um ministro « habituem-se ! ».
Daí que, durante a campanha eleitoral, os candidatos " seguidistas " se não coibissem de dizer à boca pequena que o melhor seria votar neles, senão...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

E assim se começa.

No rescaldo de umas eleições autárquicas em que, feito o balanço, tudo continua como dantes. Nada de inesperado, num País acomodado a alternar, maioritariamente, o voto em dois partidos que nada trouxeram de novo, não trazem, nem trarão. Algumas, muito poucas, bolsas de esperança? Não chega. Alguma coisa diferente teremos, todos nós, de fazer, se queremos levantar do chão o ideal que nos foi legado pelo habitante daquele castelo...